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                 Mauricio Filho

                Direção Geral

maurodriguessfilho@yahoo.com.br

Academia Parnaibana de Letras promove palestra sobre Everaldo Moreira Véras.

Com o tema “O Canto Anterior de Everaldo Moreira Véras”, será realizada palestra no Sesc Caixeiral dia 16, quinta-feira às 18h pelo poeta Diego Mendes Sousa com entrada franca.

Este evento é uma realização da Academia Parnaibana de Letras. Segundo o presidente José Luiz de Carvalho este é um momento muito importante para a literatura piauiense e parnaibana pelo resgate de um grande nome e sua obra. Everaldo Moreira Véras nasceu em 1937 e morreu em 2011.

Na segunda-feira dia 13 o poeta foi homenageado pela prefeitura quando deu nome à Sala de Literatura Infantil da Biblioteca Pública Municipal Senador Alberto Silva e à noite recebeu post mortem a Medalha do Mérito Legislativo, da Câmara Municipal de Parnaíba. Fonte: APAL. Fotos: web. Edição: APM Notícias.

Piauí tem o menor número de faltosos do país no segundo dia do Enem

O Piauí registrou o menor número de faltosos no segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), assim como ocorreu no domingo anterior, quando ocorreu a primeira etapa. A abstenção ontem (12) foi de 26,2%. No Estado, cerca de 110 mil candidatos estavam aptos para o segundo dia de provas.

Do total de 6.731.344 inscritos para o Enem 2017, 68% compareceram. A abstenção foi de 32% neste segundo domingo e de 29,8%, no primeiro. A queda na taxa de abstenção do primeiro dia está relacionada à apuração final das folhas de presença, só possível ao longo da semana. A taxa de abstenção do segundo dia também deve ser tratada como dado preliminar, podendo mudar após a apuração final das folhas de presença.

Para o Ministro da Educação, Mendonça Filho, este foi o Enem mais seguro dos últimos anos, com todo planejamento seguido à risca.

“Conseguimos alcançar um objetivo geral. Foi um Enem tranquilo, com mais conforto para os estudantes e, finalmente, onde se premia o mérito e o bom desempenho”, afirmou.

A presidente do Inep, Maria Inês Fini, também comemorou a realização do Enem nesse novo modelo. “As mudanças foram extremamente positivas. Agradeço o envolvimento de todas as equipes que trabalharam para o sucesso deste Exame”, afirmou. Para aplicar as provas para 6,7 milhões de participantes o Inep mobilizou 600 mil pessoas em todo o país.

A parceria do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com a Polícia Federal teve, mais uma vez, êxito no monitoramento de quadrilhas dedicadas a fraudar concurso públicos e processos seletivos.

As áreas de conhecimento avaliadas foram Matemática e suas tecnologias, e Ciências da Natureza e suas tecnologias. É a primeira vez que as duas áreas são aplicadas no mesmo dia. A nova divisão organiza a demanda cognitiva do participante de maneira mais inteligente e integrada.

Os participantes tiveram 4 horas e 30 minutos para resolver 90 questões objetivas. Participantes com direito a tempo adicional e os surdos e deficientes que escolheram o recurso de Videoprova Traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras) tiveram uma e duas horas a mais, respectivamente, para encerrar o Exame.

Com informações Inep

Servidores em greve na Ufpi fecham Biblioteca Central em Teresina

Os servidores técnicos administrativos da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) em greve desde a última sexta-feira fecharam na manhã de hoje (13) a Biblioteca Central do campus Petrônio Portella.

O bloqueio do espaço é uma das mobilizações que a categoria faz durante o movimento grevista contra as reformas trabalhista e da previdência, além do aumento da contribuição previdenciária. O protesto luta também contra o projeto PLS116/17 que prevê a demissão de servidor público por avaliação negativa e em defesa do ensino superior público de forma gratuita e dos hospitais universitários.

Durante toda essa segunda-feira os servidores técnicos com o apoio do SINTUFPI- Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Piauí, vão ficar mobilizados em frente a Biblioteca Central.

A greve  também acontece nos campi de Parnaíba, Picos, Floriano e Bom Jesus, além dos Colégios Agrícolas.

Nessa terça-feira será realizada à partir das 9 horas da manhã  uma Assembleia Geral , também em  frente à Biblioteca  Central para discutir os rumos do movimento que segue por tempo indeterminado.

redacao@cidadeverde.com

As mangas estão engordando os porcos no Maranhão.

Dia desses, coisa de uns quinze dias, atravessei a ponte do Jandira e entrei de Maranhão adentro, nessa nesguinha que faz fronteira com a região norte do Piauí tendo como referência a Parnaíba. Fui a São Bernardo. Antes já havia conhecido Araioses e mais antes ainda a Tutoia, terra de meus amigos e confrades Rubem Freitas e Antonio Gallas.

A viagem foi aquilo que eu esperava ver a partir da estrada esburacada e que a gente fica em todo o percurso com a alma saindo pela boca morrendo de medo de um acidente. E vem curvas e lombadas e a estrada sem uma gota de sinalização. Sem contar no temor de a qualquer momento ser assaltado por algum motoqueiro, desses que ficam espreitando quem passa.

Não sei como é que pode todo que é santo dia esse pessoal dessas cidades do Maranhão estar na Parnaíba fazendo compras no Paraíba, fazendo consultas, trazendo mulher parideira pra hospital, trabalhadores vindo à procura do FGTS, PIS ou Pasep, aposentado correndo pra fazer empréstimo consignado e trafegando numa rodovia naquela situação?! Cidades como Araioses, Santa Quitéria, Tutoia, Agua Doce, Magalhães de Almeida, São Bernardo, de gente tão hospitaleira, mas que nada têm que favoreça se morar nelas.

Pobres, feias, abandonadas, que lembram muito os bairros Santa Luzia e a Guarita, de gente ordinária e triste, feito cabras dentro de um aprisco apertado. Muitos e muitos saem todos os dias no rumo da Parnaíba e lá pelo meio do dia ou no começo da tarde voltam pra aquele fim de mundo! Como é que vive aquela gente? Qual a autoestima que podem ter? Quem eles podem ter como referências de sucesso? Tudo dessa gente é feito e comprado na Parnaíba. Da caixa de fósforos ao pano pra vestido.

E a minha impressão de viagem foi tomando consistência ao ver do carro aquela gente na beira da rodovia, naqueles povoados, as caras de desempregados, famintos, vestidos com roupas encardidas, as meninas tomando tope de moças já com os caroços dos peitos furando a blusa e sem nenhuma vergonha de pedirem dinheiro aos desconhecidos. Uma visão da miséria humana e da falta de sensibilidade de quem pode e deve mudar a sociedade.

Posso dizer que a impressão que tenho e tive do Maranhão sempre foi aquela de uma terra abandonada e com a maioria de sua gente miserável, ignorante, submissa e explorada por políticos sem vergonha nenhuma que se perpetuam dentro das prefeituras e câmaras de vereadores, corrompendo e sendo corrompidos, se revezando, casando e batizando, decidindo quem nasce e quem deve morrer.

E naquela viagem fui observando a mata, as casinhas de taipa dentro de roças. Umas até com antenas parabólicas! Meninos sujos comendo barro detrás de casa. Velhas desdentadas jogando no mato o mijo da noite que ficou nos pinicos e muitos porcos e mangueiras. Porque uma coisa a gente tem de admirar, essa parte do Maranhão tem mangueiras. Mangueiras enormes, centenárias com aquelas copas mais parecendo cabelo de negras. Aí  lembrei de meu pai, filho de Brejo dos Anapurus. Ele dizia que na sua terra tinha uma mangueira que de tão velha deu caju.

Então eu me detive olhando aquela arrumação. Aqueles porcos de tudo quanto era definição e tamanho. Os pretos, os ruivos, outros rajados, uns cinzentos, outros cobertos de lama, uns de rabo fino. Do barrão ao bacurinho. Uns tão pequenos que, se mortos e pelados, mal dariam pra uma família de dez pessoas na hora do almoço. E ali embaixo daquelas mangueiras eles ficam, dormem nessa época de muita manga madura. De vez em quando tem uma briga, se mordem. Depois estão no mesmo chiqueiro.

E é dessa forma, desse mesmo jeito que estou contando, que vivem esses políticos dessa parte do Maranhão, vizinha e dependente de um tudo da Parnaíba. Feito uns porcos debaixo das mangueiras velhas esperando esta ou aquela manga madura ou de vez cair pra ser devorada em questão de minutos.  Brigam aqui, mas se ajuntam mais na frente. Exploram e humilham o povo que lhes dá voto de confiança. Ficam ali engordando e retirando do caroço da manga, que são as prefeituras, até a última gota de sumo.

Conjunto Raul Bacelar G2 casa 07 Planalto,  Parnaíba - Piauí.  Fone:  (086) 99420 3742

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